Cárie profunda que chegou à polpa
A cárie ultrapassou esmalte e dentina e atingiu o tecido interno do dente. É a causa mais comum, e a que mais responde bem quando tratada antes de a infecção se instalar.
Endodontia · Alphaville, Barueri
É a especialidade da odontologia cujo objetivo declarado é manter o dente natural em função. Quando o canal é indicado, ele é a alternativa à extração — não um passo a caminho dela.
Quem trata
Dra. Samia Saleh — Cirurgiã-Dentista, especialista em Endodontia, CRO-SP 74.419. Mais de 20 anos de formada.
Isso importa por um motivo prático: endodontia é a única especialidade odontológica que existe inteiramente para o dente não ser perdido. Quem passa a carreira fazendo isso desenvolve critério para as duas respostas — a de que ainda dá, e a de que não dá mais.
A avaliação inicial e o plano de tratamento são sempre do Dr. José Arthur C. Vitaliano, responsável técnico. O tratamento endodôntico é executado pela Dra. Samia.
A decisão que traz a maioria das pessoas aqui
Essa é a encruzilhada mais comum, e ela costuma chegar formulada como uma escolha entre produtos. Não é. É uma pergunta sobre um dente específico, e ela tem um critério objetivo.
A pergunta não é “canal ou implante”. É: sobrou estrutura sadia suficiente para este dente voltar a funcionar?
Enquanto a resposta for sim, manter costuma ser a primeira opção a ser avaliada — o dente natural tem ligamento periodontal, sensibilidade e uma raiz que preserva o osso ao redor. Quando a resposta for não, o implante deixa de ser alternativa e passa a ser a indicação correta, e é isso que você vai ouvir.
O que não acontece aqui é a conclusão sair antes da medida. Estrutura remanescente se avalia com exame clínico e radiografia — não se estima por telefone, nem por foto de celular.
E vale registrar quem faz essa avaliação: o Dr. Arthur trabalha com implante há mais de vinte anos. Quando a recomendação é tentar manter o dente, ela vem de quem teria mais a ganhar indicando o contrário.
Indicações
A cárie ultrapassou esmalte e dentina e atingiu o tecido interno do dente. É a causa mais comum, e a que mais responde bem quando tratada antes de a infecção se instalar.
Dor que aparece sozinha, à noite, ou que piora com o quente e alivia com o frio, costuma indicar inflamação pulpar — e é sinal de que a avaliação não deve esperar.
Uma pancada antiga pode mortificar a polpa sem doer. O escurecimento é, muitas vezes, o primeiro sinal visível.
Canal já feito que voltou a incomodar ou que aparece com alteração na radiografia. Retratar é possível em muitos casos, e é avaliado antes de se cogitar extração.
Depende de onde a linha de fratura passa. Algumas são tratáveis; outras comprometem o dente de forma definitiva. É exatamente o tipo de caso em que o exame decide, e não a expectativa.
Dente que já foi restaurado várias vezes acumula agressão à polpa. Nem sempre exige canal — mas exige acompanhamento.
Como é feito
Sob anestesia, abre-se o caminho até a câmara pulpar. É a etapa do “motorzinho”, e é também a mais curta.
O tecido pulpar comprometido é removido e os canais são descontaminados, alargados e alisados. É a etapa que define o resultado — e a que exige tempo e instrumentação adequada.
Os canais são preenchidos com material próprio e selados. Em seguida vem a restauração ou a coroa que devolve função ao dente — e essa parte é tão determinante quanto o canal em si.
Um ponto que costuma ser omitido: canal bem feito em dente que fica sem restauração adequada acaba falhando do mesmo jeito. Por isso o plano que você recebe já traz o que vem depois do canal, e não só o canal.
Perguntas
O procedimento é feito sob anestesia e, durante, não dói. O que costuma acontecer nas primeiras 48 a 72 horas é uma sensibilidade ao mastigar, decorrente da manipulação do dente. Dor forte depois do canal não é esperada — se acontecer, é para avisar a clínica, não para esperar passar.
Não é uma disputa de qual é melhor no geral — é uma decisão sobre um dente específico. Enquanto houver estrutura sadia suficiente para o dente voltar a funcionar e ser restaurado, manter costuma ser a primeira opção avaliada. Quando não há, o implante deixa de ser alternativa e passa a ser a indicação. Isso se mede com exame e radiografia.
Depende do estado da polpa e do número de canais do dente. Polpa viva e sem inflamação costuma resolver em uma sessão; polpa inflamada, em duas; polpa mortificada ou com infecção instalada costuma exigir mais. O número é estimado depois do exame, não antes.
Perda de brilho é comum e dá um aspecto mais amarelado. Escurecimento acentuado costuma estar associado a hemorragia ou mortificação pulpar anteriores ao tratamento. Existe conduta para clarear dente tratado endodonticamente — é avaliada caso a caso.
A pergunta certa não é sobre o canal, e sim sobre o que sobra depois dele. Um canal bem feito não sustenta sozinho um dente sem estrutura: é preciso avaliar se há remanescente suficiente para a restauração ou coroa que virá em seguida. Essa avaliação é feita antes de iniciar, e o resultado dela é dito com todas as letras.
A publicidade odontológica no Brasil não pode divulgar preço — é a Lei 5.081/66 e o Código de Ética Odontológica. Os valores são informados na clínica, por escrito, depois do exame e junto com o plano. E não existe preço de tratamento antes de existir diagnóstico.
Para ler antes de decidir
Comece por aqui
Traga o que você já tem — o orçamento, a radiografia, o encaminhamento. A avaliação diz quanto de estrutura ainda existe, e você sai com isso por escrito.
Segunda a sexta, 9h às 19h. Alameda Araguaia, 933 — sala 64, Alphaville Industrial, Barueri.