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Segunda opinião — traga o orçamento que você recebeu. Como funciona Seg a sex, 9h–19h · (11) 4191-1916

Lente e faceta · Alphaville, Barueri

Colocou e não ficou bom? Dá para avaliar antes de refazer.

Descolou, trincou, manchou, a gengiva inflamou, ou simplesmente não parece você. Existe conduta para cada um desses casos — e ela começa medindo quanto de dente ainda existe embaixo, não decidindo pela peça nova.

Se acabou de acontecer

A peça descolou. O que fazer nas próximas horas

  1. Guarde a peça, se ela saiu inteira. Em parte dos casos é possível recimentar a mesma peça, o que é mais simples e mais barato que refazer.
  2. Não cole em casa. Cola doméstica contamina a superfície interna da peça e costuma inviabilizar a recimentação — transforma um reparo em uma troca.
  3. Evite mastigar do lado afetado. A face do dente que ficou exposta é dentina em muitos casos: sensível, e mais suscetível a cárie.
  4. Marque avaliação. Dentro do horário comercial, sempre que a agenda permite, existe encaixe no mesmo dia.

Dente com preparo exposto não é emergência de pronto-socorro, mas também não é para esperar semanas. Quanto antes for avaliado, maior a chance de a conduta ser um reparo em vez de uma refação.

O que costuma chegar aqui

Seis situações, e o que cada uma costuma significar

Descolou ou caiu

Pode ser falha de cimentação, contato prematuro na mordida ou bruxismo não controlado. Se a causa não for identificada, a peça nova tende a repetir o problema.

Trincou ou lascou

Porcelana fina resiste bem à compressão e mal à flexão. Trinca repetida costuma apontar para a mordida, não para a peça.

Manchou na margem

A linha escura entre a peça e a gengiva costuma indicar infiltração ou pigmentação da linha de cimento. Nem sempre exige troca — depende do que estiver por trás.

Gengiva inflamada ou retraída

Contorno excessivo ou invasão do espaço biológico mantêm a gengiva reativa. É o caso em que tratar só a peça não resolve.

Mau cheiro

Não é característica da lente. Tem causa localizada — selamento, contorno ou gengiva — e todas são identificáveis em exame.

“Não parece meu rosto”

Cor, tamanho ou formato distantes do que você imaginava. É queixa legítima e tem caminhos, que variam conforme quanto de estrutura ainda existe.

Como é a avaliação

Primeiro se mede. Depois se decide.

A pergunta que organiza tudo nesta página é uma só: quanto de dente existe embaixo da peça? É ela que separa os casos em que há muitos caminhos daqueles em que há poucos.

Exame clínico e radiografia

Mostram o contorno das margens, sinais de infiltração, o estado da gengiva ao redor e uma estimativa do remanescente dentário. Nada é removido nesta etapa.

Avaliação da mordida

Quando a queixa é descolamento ou trinca repetida, a causa costuma estar aqui. Trocar a peça sem tratar a causa repete o problema.

O plano por escrito, com as opções

Manter e acompanhar, reparar pontualmente, recimentar, trocar a peça ou remover. Cada opção com o que ela exige e o que ela implica — inclusive a de não fazer nada por enquanto.

A parte que precisa ser dita

O que é reversível e o que não é

A peça sai. O esmalte removido no preparo não volta — não existe procedimento que o reponha.

Na prática isso significa que quem teve preparo conservador costuma ter mais caminhos ao decidir mudar, inclusive o de simplesmente remover. Quem teve preparo extenso normalmente tem a substituição por outra peça como caminho realista, porque não há estrutura externa suficiente para deixar exposta.

Nenhuma dessas duas situações é culpa de quem procurou tratamento. São condições diferentes, e saber em qual delas você está é a informação que muda a decisão.

A lente sai. O que foi desgastado não volta. Por isso a primeira coisa que se mede é o que sobrou embaixo.

Uma pergunta que aparece sempre

“Vocês vão dizer que o trabalho anterior foi mal feito?”

Não. E não é diplomacia: é conduta profissional, e também é norma.

O que se avalia aqui é a condição atual do seu dente e da peça — não o trabalho de outro profissional. Com alguma frequência a conclusão é que a peça está adequada e a queixa tem outra origem, e quando for esse o caso você vai ouvir isso com todas as letras.

O que você recebe é a descrição do que existe hoje e as opções a partir daqui, por escrito. O documento é seu e serve em qualquer lugar — inclusive na conversa com o profissional que te atendeu antes, se você preferir seguir com ele.

Perguntas

Antes de marcar

A faceta descolou. O que fazer agora?

Guarde a peça, se ela estiver inteira — em parte dos casos é possível recimentar a mesma. Evite mastigar do lado afetado e não tente colar em casa: cola doméstica contamina a superfície interna e pode inviabilizar a recimentação. Procure avaliação, porque a face exposta fica sensível e sujeita a cárie.

Dá para remover e voltar ao dente original?

A peça sai. O esmalte removido não volta. Quem teve preparo mínimo costuma ter mais caminhos; quem teve preparo extenso normalmente precisa de outra peça, porque não há estrutura externa suficiente para deixar exposta. O primeiro passo é medir quanto de dente existe embaixo.

Por que minha lente tem mau cheiro?

Não é característica da lente. Costuma ter causa localizada: falha de selamento na margem, degrau ou contorno que acumula biofilme, ou inflamação gengival ao redor. Todas são identificáveis em exame e têm conduta.

Dá para trocar só uma peça, ou tem que refazer tudo?

Depende da cor e do material das peças existentes. Peça única costuma ser possível quando o material é o mesmo e a cor ainda pode ser reproduzida; em conjuntos antigos, a diferença de tonalidade pode ficar perceptível. É avaliado antes, e você é informado do risco de diferença de cor.

Quanto custa?

A publicidade odontológica no Brasil não pode divulgar preço — é a Lei 5.081/66 e o Código de Ética Odontológica. Os valores são informados na clínica, por escrito, depois do exame e junto com o plano.

Comece por aqui

Traga a peça, ou traga a dúvida

A avaliação diz em que condição está o seu dente hoje e quais são as opções a partir daqui. Você sai com isso por escrito, e decide onde tratar.

Segunda a sexta, 9h às 19h. Alameda Araguaia, 933 — sala 64, Alphaville Industrial, Barueri.

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