Descolou ou caiu
Pode ser falha de cimentação, contato prematuro na mordida ou bruxismo não controlado. Se a causa não for identificada, a peça nova tende a repetir o problema.
Lente e faceta · Alphaville, Barueri
Descolou, trincou, manchou, a gengiva inflamou, ou simplesmente não parece você. Existe conduta para cada um desses casos — e ela começa medindo quanto de dente ainda existe embaixo, não decidindo pela peça nova.
Se acabou de acontecer
Dente com preparo exposto não é emergência de pronto-socorro, mas também não é para esperar semanas. Quanto antes for avaliado, maior a chance de a conduta ser um reparo em vez de uma refação.
O que costuma chegar aqui
Pode ser falha de cimentação, contato prematuro na mordida ou bruxismo não controlado. Se a causa não for identificada, a peça nova tende a repetir o problema.
Porcelana fina resiste bem à compressão e mal à flexão. Trinca repetida costuma apontar para a mordida, não para a peça.
A linha escura entre a peça e a gengiva costuma indicar infiltração ou pigmentação da linha de cimento. Nem sempre exige troca — depende do que estiver por trás.
Contorno excessivo ou invasão do espaço biológico mantêm a gengiva reativa. É o caso em que tratar só a peça não resolve.
Não é característica da lente. Tem causa localizada — selamento, contorno ou gengiva — e todas são identificáveis em exame.
Cor, tamanho ou formato distantes do que você imaginava. É queixa legítima e tem caminhos, que variam conforme quanto de estrutura ainda existe.
Como é a avaliação
A pergunta que organiza tudo nesta página é uma só: quanto de dente existe embaixo da peça? É ela que separa os casos em que há muitos caminhos daqueles em que há poucos.
Mostram o contorno das margens, sinais de infiltração, o estado da gengiva ao redor e uma estimativa do remanescente dentário. Nada é removido nesta etapa.
Quando a queixa é descolamento ou trinca repetida, a causa costuma estar aqui. Trocar a peça sem tratar a causa repete o problema.
Manter e acompanhar, reparar pontualmente, recimentar, trocar a peça ou remover. Cada opção com o que ela exige e o que ela implica — inclusive a de não fazer nada por enquanto.
A parte que precisa ser dita
A peça sai. O esmalte removido no preparo não volta — não existe procedimento que o reponha.
Na prática isso significa que quem teve preparo conservador costuma ter mais caminhos ao decidir mudar, inclusive o de simplesmente remover. Quem teve preparo extenso normalmente tem a substituição por outra peça como caminho realista, porque não há estrutura externa suficiente para deixar exposta.
Nenhuma dessas duas situações é culpa de quem procurou tratamento. São condições diferentes, e saber em qual delas você está é a informação que muda a decisão.
A lente sai. O que foi desgastado não volta. Por isso a primeira coisa que se mede é o que sobrou embaixo.
Uma pergunta que aparece sempre
Não. E não é diplomacia: é conduta profissional, e também é norma.
O que se avalia aqui é a condição atual do seu dente e da peça — não o trabalho de outro profissional. Com alguma frequência a conclusão é que a peça está adequada e a queixa tem outra origem, e quando for esse o caso você vai ouvir isso com todas as letras.
O que você recebe é a descrição do que existe hoje e as opções a partir daqui, por escrito. O documento é seu e serve em qualquer lugar — inclusive na conversa com o profissional que te atendeu antes, se você preferir seguir com ele.
Perguntas
Guarde a peça, se ela estiver inteira — em parte dos casos é possível recimentar a mesma. Evite mastigar do lado afetado e não tente colar em casa: cola doméstica contamina a superfície interna e pode inviabilizar a recimentação. Procure avaliação, porque a face exposta fica sensível e sujeita a cárie.
A peça sai. O esmalte removido não volta. Quem teve preparo mínimo costuma ter mais caminhos; quem teve preparo extenso normalmente precisa de outra peça, porque não há estrutura externa suficiente para deixar exposta. O primeiro passo é medir quanto de dente existe embaixo.
Não é característica da lente. Costuma ter causa localizada: falha de selamento na margem, degrau ou contorno que acumula biofilme, ou inflamação gengival ao redor. Todas são identificáveis em exame e têm conduta.
Depende da cor e do material das peças existentes. Peça única costuma ser possível quando o material é o mesmo e a cor ainda pode ser reproduzida; em conjuntos antigos, a diferença de tonalidade pode ficar perceptível. É avaliado antes, e você é informado do risco de diferença de cor.
A publicidade odontológica no Brasil não pode divulgar preço — é a Lei 5.081/66 e o Código de Ética Odontológica. Os valores são informados na clínica, por escrito, depois do exame e junto com o plano.
Para ler antes de decidir
Comece por aqui
A avaliação diz em que condição está o seu dente hoje e quais são as opções a partir daqui. Você sai com isso por escrito, e decide onde tratar.
Segunda a sexta, 9h às 19h. Alameda Araguaia, 933 — sala 64, Alphaville Industrial, Barueri.